Cotidiano dos profissionais:
Licenciatura em computação
Rodrigo Paiva, estudante de Licenciatura em Computação, que já atua na área de TI.
A atuação dos profissionais de licenciatura em computação deve
ser, provavelmente, uma das mais desconhecidas entre os cursos da área
de TI. Os licenciados possuem formação sólida na área de computação -
permitindo assumir vagas de programador, por exemplo, mas acabam sendo
vistos mesmo como professores. No entanto, unir educação e tecnologia é
um caminho ainda pouco explorado, com muita possibilidade de
crescimento.
Criar, monitorar e gerenciar produtos tecnológicos educacionais é
a grande habilidade do licenciado em computação. "O egresso é a pessoa
que melhor fará a ponte entre as necessidades dos educadores e os
profissionais de TI. Ele possui profundo conhecimento em computação,
aliado à pedagogia e psicologia", explica o coordenador do curso na
Universidade de Pernambuco (UPE), Haroldo Amaral. E os resultados
poderão estar nas mãos de crianças, adolescentes e adultos, através de
tablets e smartphones, por exemplo.
Outro mercado de trabalho para o licenciado em computação é o
desenvolvimento de tecnologias para a educação a distância (EAD). "O
profissional poderá criar novos formatos de ensino através de
dispositivos móveis ou ambientes virtuais de aprendizagem, com
interfaces lúdicas. Não falta espaço", diz Haroldo.
Uma terceira possibilidade é o ensino de computação. André
Caetano, formado há dois anos pela UFRPE, divide sua rotina de técnico
de judiciário com a de professor. Como já possui um mestrado em
engenharia da computação pela UPE, ele ministra aulas no curso superior
de sistema de informação da Faculdade Joaquim Nabuco. Apenas formado na graduação de licenciatura em computação, o
profissional poderá lecionar no ensino fundamental e médio. "O professor
de computação pode dar apoio para as outras disciplinas. Ele vai trazer
a tecnologia como um meio para o ensino", explica André. Desta forma, o
profissional vai atuar também como um consultor.
Mas se o profissional não quiser lecionar, o licenciado poderá atuar
em qualquer tipo de empresa de TI. É o caso de Rodrigo Paiva, que
começou cursando na UFRPE na modalidade presencial , mas optou pela EAD.
"Como trabalho viajando muito, tive que migrar para conseguir me
formar", diz.
Antes mesmo de se formar, Rodrigo já atua como analista de
segurança de informação em uma empresa especializada neste tipo de
serviço. "Como o curso tem essa parte de (ciências) humanas, como
psicologia e pedagogia, isso auxilia a gente no trabalho a lidar melhor
com as pessoas", conta.
Acesso em 15 de março de 2016
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