terça-feira, 15 de março de 2016

Cotidiano dos profissionais: Licenciatura em computação!

Cotidiano dos profissionais:
Licenciatura em computação

Foto de Rodrigo Paiva, estudante de Licenciatura em Computação, que já atua na área de TI
Rodrigo Paiva, estudante de Licenciatura em Computação, que já atua na área de TI.

         A atuação dos profissionais de licenciatura em computação deve ser, provavelmente, uma das mais desconhecidas entre os cursos da área de TI. Os licenciados possuem formação sólida na área de computação - permitindo assumir vagas de programador, por exemplo, mas acabam sendo vistos mesmo como professores. No entanto, unir educação e tecnologia é um caminho ainda pouco explorado, com muita possibilidade de crescimento.
       Criar, monitorar e gerenciar produtos tecnológicos educacionais é a grande habilidade do licenciado em computação. "O egresso é a pessoa que melhor fará a ponte entre as necessidades dos educadores e os profissionais de TI. Ele possui profundo conhecimento em computação, aliado à pedagogia e psicologia", explica o coordenador do curso na Universidade de Pernambuco (UPE), Haroldo Amaral. E os resultados poderão estar nas mãos de crianças, adolescentes e adultos, através de tablets e smartphones, por exemplo.
       Outro mercado de trabalho para o licenciado em computação é o desenvolvimento de tecnologias para a educação a distância (EAD). "O profissional poderá criar novos formatos de ensino através de dispositivos móveis ou ambientes virtuais de aprendizagem, com interfaces lúdicas. Não falta espaço", diz Haroldo.
       Uma terceira possibilidade é o ensino de computação. André Caetano, formado há dois anos pela UFRPE, divide sua rotina de técnico de judiciário com a de professor. Como já possui um mestrado em engenharia da computação pela UPE, ele ministra aulas no curso superior de sistema de informação da Faculdade Joaquim Nabuco. Apenas formado na graduação de licenciatura em computação, o profissional poderá lecionar no ensino fundamental e médio. "O professor de computação pode dar apoio para as outras disciplinas. Ele vai trazer a tecnologia como um meio para o ensino", explica André. Desta forma, o profissional vai atuar também como um consultor.    
       Mas se o profissional não quiser lecionar, o licenciado poderá atuar em qualquer tipo de empresa de TI. É o caso de Rodrigo Paiva, que começou cursando na UFRPE na modalidade presencial , mas optou pela EAD. "Como trabalho viajando muito, tive que migrar para conseguir me formar", diz.
Antes mesmo de se formar, Rodrigo já atua como analista de segurança de informação em uma empresa especializada neste tipo de serviço. "Como o curso tem essa parte de (ciências) humanas, como psicologia e pedagogia, isso auxilia a gente no trabalho a lidar melhor com as pessoas", conta.


Acesso em 15 de março de 2016

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